
A mesa diretora do Senado se reuniu nesta terça-feira e decidiu anular apenas um dos 663 atos secretos da Casa. O ato que será anulado é o que criou a regra de que prevê a concessão de plano de saúde vitalício para os diretores-gerais e secretários-gerais que ocuparam o cargo por dois anos. Os outros atos ainda serão analisados caso a caso pela comissão de sindicância para que se observe se tiveram má fé ou serviram para beneficiar alguém ou se apenas não foram publicados por erro ou esquecimento.
"Os atos não podem ser anulados porque eles produziram efeitos administrativos. (...) Cada caso é um caso, tem atos que quem assinou não foi beneficiado, vamos ver um a um", explicou o primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI).
Na reunião, os senadores conversaram ainda sobre a participação de representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público. Apesar de o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ter anunciado que essa colaboração iria ocorrer, de acordo com o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), até o presente momento nenhum servidor entrou na investigação.
"Deram hoje o nome do representante do TCU, do Ministério Público nem souberam informar quem irá fiscalizar a investigação. A presença deles aqui até o momento era uma ficção", disse Virgílio.
Durante o encontro, alguns senadores fizeram um apelo para que o presidente Sarney suspendesse de suas atividades no Senado os ex-diretores Agaciel Maia e Carlos Zoghbi, mas foram informados que isso não seria possível.
Até quando vai continuar isso? Se não foi publicado como não pode ser anulado?
Como dizer que não foram beneficiados?
Se não tem falcatrua porque foi feia as escondidas?
Não existe ética no Senado Brasileiro.


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